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Chorar um passado que não foi

Chorar um passado que não foi. Chorar algo que não tive. Chorar o que poderia ter sido. 

Voltar a um passado.

Gostei de voltar a um local com história pessoal e de património.  Gostei de ver um ambiente medieval com magia, animação, pessoas.  Gostei de ver pessoas que estiveram comigo ,no ano que concretizei o meu sonho da educação especial.  Quero regressar a este meio. A tudo que me fez sentir completa e perfeitamente enquadrada.

Quando um satisfaz já é bastante!

Quando somos pais de uma pessoa com necessidades especiais, um satisfaz é muito bom.  Habituamo-nos ao longo da vida a pôr de lado os sonhos. Dar ao filho as condições que não tivemos. Estou a conseguir ultrapassar essa fasquia ( não era preciso muito).  Mas gostava de dar mais e por vezes deparo-me com grandes dificuldades, sobretudo porque a nível cognitivo ele não quer ir mais além. Acredito que ele tem grandes capacidades mas não encontrou ainda o elo que o motiva.  Habituei- me a não estabelecer os mesmos parâmetros que os outros. Até nisso tudo é diferente. Gosto muito dele. Faz- me muita falta,mas por vezes é muito cansativo encontrar tanta barreira e teimosia. E o que me custa mais é a frieza e a falta de empatia que me dá.  Ironia das ironias. Eu que valorizo tanto a atenção dos outros, estou rodeada de pessoas frias e racionais. Mais ainda quando o suficiente já é bastante. Isto surge em toda a vida.

Famílias ricas, estudos ricos. Famílias pobres, cursos medianos.

O estudo que saiu hoje no JN , fez recordar momentos do passado que ainda hoje influenciam a minha vida.  Não se deve culpabilizar ninguém, mas a falta de investimento, de carinho, empatia, ainda hoje afeta a forma como lido com a pessoa que deveria querer o meu bem.  Devemos querer o melhor para os outros.  Que estes sejam mais afortunados que nós.  Poderia ter um futuro melhor. Tudo foi tão batalhado, lutado e sofrido. Consegui com ajudas dos outros, nas limpezas, trabalhos esporádicos. E quando chegava a resposta das bolsas de estudo, via bem que a realidade não era como se pintava.  Penso nesta minha falta de empatia que ainda agora prevalece, mas o contrário não o consigo fazer. Compreendo perfeitamente os resultados deste estudo. As desigualdades sociais são uma grande barreira para quem quer sair do buraco em que nasceu. Nascer pobre é uma sentença, mais ainda, quando nos rodeia a pobreza de espírito. 

Momentos de paragem

Começa mais um momento de paragem. Daqueles que já se tornaram tão habituais, que até se poderia aproveitar para recuperar energias. Tal não acontece, porque a preocupação apodera- se de nós e nunca se para pensar e aproveitar os momentos de paragem.  E mais uma vez há um daqueles contactos que só nos fazem ver o quão substituíveis nós somos!    É aquela prisão e o vazio que nos apodera e faz- nos duvidar de tudo, das nossas capacidades. 

Como se faz trabalho de grupo

Trabalho de grupo é difícil, julgo que se deve mediar as opiniões de todos os seus elementos. Sempre foi assim que pensei ser o trabalho de grupo. Este ano surpreendeu! E muito! Temos que aprender a ser humildes e a engolir o nosso ego. Este é o maior ensinamento que retirei deste ano.   Dá-se especial relevo à construção da formação democrática na escola, através dos subsistemas de circulação dos saberes, de cooperação educativa no trabalho da aprendizagem e de participação democrática na organização social das aprendizagens curriculares.  Sérgio Niza ( 1998). Aprender com os grandes.