O estudo que saiu hoje no JN , fez recordar momentos do passado que ainda hoje influenciam a minha vida. Não se deve culpabilizar ninguém, mas a falta de investimento, de carinho, empatia, ainda hoje afeta a forma como lido com a pessoa que deveria querer o meu bem. Devemos querer o melhor para os outros. Que estes sejam mais afortunados que nós. Poderia ter um futuro melhor. Tudo foi tão batalhado, lutado e sofrido. Consegui com ajudas dos outros, nas limpezas, trabalhos esporádicos. E quando chegava a resposta das bolsas de estudo, via bem que a realidade não era como se pintava. Penso nesta minha falta de empatia que ainda agora prevalece, mas o contrário não o consigo fazer. Compreendo perfeitamente os resultados deste estudo. As desigualdades sociais são uma grande barreira para quem quer sair do buraco em que nasceu. Nascer pobre é uma sentença, mais ainda, quando nos rodeia a pobreza de espírito.