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A mostrar mensagens de 2019
Verdes são os campos ,da cor do limão... Camões

Chorar um passado que não foi

Chorar um passado que não foi. Chorar algo que não tive. Chorar o que poderia ter sido. 

Voltar a um passado.

Gostei de voltar a um local com história pessoal e de património.  Gostei de ver um ambiente medieval com magia, animação, pessoas.  Gostei de ver pessoas que estiveram comigo ,no ano que concretizei o meu sonho da educação especial.  Quero regressar a este meio. A tudo que me fez sentir completa e perfeitamente enquadrada.

Quando um satisfaz já é bastante!

Quando somos pais de uma pessoa com necessidades especiais, um satisfaz é muito bom.  Habituamo-nos ao longo da vida a pôr de lado os sonhos. Dar ao filho as condições que não tivemos. Estou a conseguir ultrapassar essa fasquia ( não era preciso muito).  Mas gostava de dar mais e por vezes deparo-me com grandes dificuldades, sobretudo porque a nível cognitivo ele não quer ir mais além. Acredito que ele tem grandes capacidades mas não encontrou ainda o elo que o motiva.  Habituei- me a não estabelecer os mesmos parâmetros que os outros. Até nisso tudo é diferente. Gosto muito dele. Faz- me muita falta,mas por vezes é muito cansativo encontrar tanta barreira e teimosia. E o que me custa mais é a frieza e a falta de empatia que me dá.  Ironia das ironias. Eu que valorizo tanto a atenção dos outros, estou rodeada de pessoas frias e racionais. Mais ainda quando o suficiente já é bastante. Isto surge em toda a vida.

Famílias ricas, estudos ricos. Famílias pobres, cursos medianos.

O estudo que saiu hoje no JN , fez recordar momentos do passado que ainda hoje influenciam a minha vida.  Não se deve culpabilizar ninguém, mas a falta de investimento, de carinho, empatia, ainda hoje afeta a forma como lido com a pessoa que deveria querer o meu bem.  Devemos querer o melhor para os outros.  Que estes sejam mais afortunados que nós.  Poderia ter um futuro melhor. Tudo foi tão batalhado, lutado e sofrido. Consegui com ajudas dos outros, nas limpezas, trabalhos esporádicos. E quando chegava a resposta das bolsas de estudo, via bem que a realidade não era como se pintava.  Penso nesta minha falta de empatia que ainda agora prevalece, mas o contrário não o consigo fazer. Compreendo perfeitamente os resultados deste estudo. As desigualdades sociais são uma grande barreira para quem quer sair do buraco em que nasceu. Nascer pobre é uma sentença, mais ainda, quando nos rodeia a pobreza de espírito. 

Momentos de paragem

Começa mais um momento de paragem. Daqueles que já se tornaram tão habituais, que até se poderia aproveitar para recuperar energias. Tal não acontece, porque a preocupação apodera- se de nós e nunca se para pensar e aproveitar os momentos de paragem.  E mais uma vez há um daqueles contactos que só nos fazem ver o quão substituíveis nós somos!    É aquela prisão e o vazio que nos apodera e faz- nos duvidar de tudo, das nossas capacidades. 

Como se faz trabalho de grupo

Trabalho de grupo é difícil, julgo que se deve mediar as opiniões de todos os seus elementos. Sempre foi assim que pensei ser o trabalho de grupo. Este ano surpreendeu! E muito! Temos que aprender a ser humildes e a engolir o nosso ego. Este é o maior ensinamento que retirei deste ano.   Dá-se especial relevo à construção da formação democrática na escola, através dos subsistemas de circulação dos saberes, de cooperação educativa no trabalho da aprendizagem e de participação democrática na organização social das aprendizagens curriculares.  Sérgio Niza ( 1998). Aprender com os grandes.

MEM: Porque admiro este movimento.

O MEM tem por base a pedagogia de Célestin Freinet, um professor francês, que desenvolveu um método natural de aprendizagem, no decurso do seu trabalho como docente do 1.º ciclo, iniciado em 1920. Algumas das técnicas que mais se destacam na sua pedagogia são: a "aula-passeio", dada fora da sala de aula, como motivação para os alunos e pondo-os em contacto com a realidade; a produção de textos livres, quando e como a criança quer, a partir dos quais se faz a aprendizagem da leitura e da escrita, segundo o método natural; a imprensa escolar, com entrevistas, pesquisas, vivências, relatos de aulas-passeios e textos livres; a correspondência interescolar; o livro da vida, funcionando como um diário da turma; autoavaliação; e plano de trabalho. Atualmente estas técnicas contam com o apoio das novas tecnologias, como, por exemplo, o vídeo, o computador ou a Internet. O MEM, na esteira de Freinet, pratica uma pedagogia de cooperação educativa, em que alunos e professores negoceiam ...

Rota da transumancia

Mais uma partida. As partidas são tantas, que já me encontro imune às despedidas.  Além de uma pessoa se preservar, protege e apercebemos -nos ao longo do tempo que ninguém é insubstituível.  São momentos de passagem, de crescimento, com histórias variadas que me fazem ser uma pessoa habituada a ver de tudo. Lidar com tudo e ter que vestir armaduras para defender o que é correto ( preservar um pouco da minha essência, não ser tão efémera , como todas as passagens da minha vida).  Crescer, viver, passar para outro lado. E espera- se sempre que seja mais um ano letivo. Tudo é temporário na minha vida. Contrato temporário. 

Voltar a escrever

Voltar a escrever! Um hábito que sabe bem! Um hábito necessário para retomar a essência do que somos. Sentir-me útil, na rotina da vida e numa profissão que não nos traz nada de novo. Só barreiras, dificuldades e obstáculos. Podemos ter os entraves, mas os sonhos cá estão! E esses ninguém nos mata.