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O que me fascina no autismo

Desde que o autismo entrou na minha vida passei a percepcionar o mundo de uma forma diferente. Passei a valorizar a intuição, aquela capacidade inata de responder segundo os nossos sentidos e as nossas representações interiores. Passei a valorizar o conhecimento dos pais . O que uma criança com perturbação do espectro autista faz em casa, certamente não o faz na escola! Respondem de acordo com o seu nível de confiança . E quem mais se pode atribuir confiança,do que às pessoas que nos acompanham desde o nascimento? Quem mais poderiamos confiar se não as pessoas que nos acompanham diariamente nas nossas crises e nos conduzem às terapias ,que tentam ao máximo a integração de um mundo tão estranho?


O autismo ( sem termo depreciativo) julgo que nos remete para o valor da comunicação . Para o quanto nos condicionamos para um esquema arquétipo de comunicação e nos esquecemos de um emissor mais resistente às convenções sociais. Autismo é prevalência de uma individualidade! O assumir da diferença na maior das diferenças que caracterizam o ser humano. E é este o factor que me fascina! O que a neurolinguísticas e as psicologias emocionais enfatizam, as crianças com autismo fazem-no intuitamente! Tudo bem , que a interacção social não é valorizada, mas na vida adulta , quem é que tem o puro valor da empatia?


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